sexta-feira, 21 de maio de 2010

25º Rodeio do CTG Lanceiros da Querência (Jaguarão)

Confira a progamação deste Sábado e Domingo:

Dia 22/5-Sábado
8:00 hs Tiro de laço, quampeada individual (Inscrições R$ 10,00) 2 armadas, classifica com 1 armada
10:00 hs Laço dupla (Inscrições R$ 20,00) 2 armadas, classifica com 1 armada
12:00 hs Almoço
14:00 hs Concurso Rédea livre
16:00 hs Penca do Couro
17:00 hs Presteza campeira (Inscrições R$ 10,00)
19:00 hs Ginetiada em bovino Clas e final (Inscrições R$ 30,00)
00:00 hs Baile pilchado animação "Tchê Fandango"

Dia 23/5-Domingo
8:00 hs Concurso de rédeas Piá
10:00 hs Laço Vaca Gorda (Inscrição R$ 10,00) premiação só pra 1ª lugar
12:00 hs Almoço
14:00 hs Ginetiadas em Equinos (Inscrições R$50,00)
19:00 hs Ginetiadas em Bovinos (Inscrições R$35,00)

sábado, 15 de maio de 2010

Invasão dos Blancos (Jaguarão)

Quando este texto chegou a mim, fiquei muito feliz, é sobre um confronto que eu sabia que havia acontecido, mas não sabia detalhes, nomes, nem como foi. A guerra que deu origem ao atual nome da antiga rua das Praças, a Av. 27 de Janeiro, que deu o título a cidade de Jaguarão de "Cidade Heróica",nunca soube de arquivo parecido, pouco falavam nas escolas, mas ai esta um tesouro de letras, um marco na história. Por isso passo a vocês, boa leitura:

A invasão dos blancos

27 de Janeiro de 1865

Não há na vida espiritual de um povo, problema mais importante que o de sua história.
“Alcides Maia”

A América do sul, teve como colonizadores duas nações Espanha e Portugual.
Jaguarão situa-se na área de expansão Lusitana, ou seja , era território espanhol pelo tratado de Tordesilhas.
Jaguarão por sua posição geográfica, foi como sempre a lança e o escudo do Brasil, na contenta entre as duas nações que disputavam esse território.
27 de janeiro de 1865, foi das ocorrências que fez Jaguarão escrever com letras de ouro, mais uma página da história brasileira, cujo mérito muito se deve a coragem e a heroicidade de Manoel Pereira Vargas, homem que nasceu em Rio Grande em 16 de agosto de 1796 e faleceu em 12 de dezembro de 1865, quando da travessia do Rio Santa Maria, em marcha para unir-se as forças brasileiras no Paraguay, morreu afogado.

O governo imperial, interviu aliado ao Gal. Justo José Urquiza,.... odiosa ditadura do Gal. Rosas.
Nesta guerra o Gal. Osório (1852) escreve páginas brilhantes de heroísmo comandando o 2ª Regimento de cavalaria, formado de jaguarenses, escolhidos por lutarem a laço e boleadeiras( guerra à gaucha).
O governo imperial com sua política de intromissão nos negócios dos países visinhos não cessou em B. Aires sua febre intervencionista.
Em 1864, a título de proteger o Caudilho Venâncio Flores, que andava em armas contra o governo de seu país, o Uruguay, mandou que numerosos grupos comandados pelo Gal. Netto, invadissem o Uruguay.
A invasão e cerco de Paisandu por forças brasileiras, em apoio a Venâncio flores são pretextos para a invasão paraguaia em solo brasileiro, entrando em São Borja e cercando Uruguaiana, com o intuito de apoiar Anastácio Aguirre.
No Herval também chegou a ordem para organizar o 28ª Corpo da Guarda Nacional e marchar, tendo como comandante o Cel. Astogildo Pereira da Costa. Este nasceu no Cerro do Baú, Herval, no dia 4 de agosto de 1815.
Aos 12 anos teve seu batismo de sangue, defendendo seu pai contra um grupo de malfeitores, vindo a sucunbir seu pai e ele sai ferido. Aos 20 anos foi incorporado as forças Imperiais, e pela sua intrepidez, perspicácia e atividade participou nas guerras contra o Estado oriental e Paraguay, firmando sua reputação como militar distinto, destacando-se no ataque contra o forte de Curuzu e no Combate de Curupaiti. Resumindo para mostrar o valor deste hervalense, quando o Gal. Osório retirou-se do teatro de operações do Paraguay, para vir organizar o 3º corpo de de Exército, escolheu entre seus bravos companheiros o Cel. Astrogildo, para presenteá-lo com os objetos que o acompanharam nos mais titânicos combates. Fez-lhe presente do seu binóculo, da lança e de um cavalo gateado.

O chefe hervalense praticou na tomada de Paisandu atos de tal bravura que somente mereceram fé depois de relatos pôr seu biografo (Padre Maximiliano Chagas Carvalho). Antes da rendição de Paisandu ainda investiram contra Melo no Depto. De Cerro Largo, tomando-a de assalto, aí os vitoriosos tiveram como perda o irmão de Astrogildo, o tenente Justino Pereira da Costa.
O governo de Anastácio Aguirre (Blanco) em guerra civil iniciada em 1863, entre blancos e colorados, não teve dúvidas de fazer represálias contra o Brasil. Em janeiro passava o Rio Jaguarão, no Passo do Centurião, o Cel. Brasilio Munhoz a frente de 600 homens, mais tarde o Cel. Timóteo Aparício também passava o Rio Jaguarão, no Passo do Sarandi de Barcelos e boca do Tigre, a frente de mais de 1000 homens.
Dia 27 de janeiro apresentavam-se de manhã a cidade e aí travaram algumas escaramuças, sendo rechaçados pêlos improvisados e mal armados defensores, às 13 horas as forças de Munhoz e Timóteo Aparício contando com o todo 1600 homens intimaram a nossa cidade a rendição. O nosso comandante Cel. Manoel Pereira Vargas, depois de auscultar seu Estado Maior, respondeu que o invasor poderia continuar seu ataque, pois Jaguarão jamais se renderia. As 15 horas foi reiniciado o combate, chegando os invasores até a Rua Triunfo, atual Júlio de Castilhos ( este nome é relacionado com a Revolução Farroupilha, pois foi terminada dia 28 de fevereiro de 1845, com a assinatura da paz de Ponche Verde, em 1º de março de 1845). Encontrando resistência, dirigiram-se para a Rua das Praças, hoje 27 de janeiro, quando a luta ficou de fato mais acesa e cruenta, tendo surgido de todas as ruas convergentes os defensores que descarregaram suas armas numa descarga cerrada ferino mais invasores e fazendo com que a maioria desse de rédeas em seu cavalos, disparando vertiginosamente. Os que ainda ficaram tentaram um corpo a corpo, mais surgiram as canhoneiras Rio Apa e Cachoeira que contribuíram para o arrefecimento da luta, já a boca da noite. E o exército de vanguarda( como era chamado o invasor) fugindo foi saqueando todas as casas pôr onde passavam, levando o que podiam como troféu. Os invasores foram perseguidos pôr Vasco Pereira da Costa, que tenazmente os levou ao desespero, muito dos fugitivos foram mortos antes de cruzarem o passo do Sarandi.
Junto com o povo jaguarense, lutaram uruguaios colorados e gente do Herval que veio-se oferecer para a resistência, digno de nota é a participação do Cel. Balbino Francisco Souza, genro de Bonifácio Nunes, Vasco Pereira da Costa e Pedro Maria Amaro da Silveira, muitas baixas entre mortos e feridos, ambas a facções tiveram, sendo que até hoje sentida foi a morte do Major Anacleto Ferreira Porto.
Toda a população sem distinção de sexo ou raça foi o Herói desta jornada que fez com que Jaguarão ostentasse com orgulho e nobresa em seu brasão o título de CIDADE HERÓICA.

sábado, 10 de abril de 2010

Artigo: Caracará ( Carancho)


Também conhecido como carcará, carancho, caracaraí (Ilha do Marajó) e gavião-de-queimada, o caracará não é, taxonomicamente uma águia, e sim um parente distante dos falcões. Ocorre em campos abertos, cerrados, borda de matas e inclusive centros urbanos de grandes cidades.

Características:
Medindo cerca de 56 cm da cabeça a cauda e 123 cm de envergadura, o caracará é facilmente reconhecível quando pousado, pelo fato de possuir uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que assemelha-se à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e possui o peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo “carijó”; patas compridas e de cor amarela; em voô, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de côr clara na extremidade das asas.

Alimentação:
É onívoro, alimentando-se tanto de animais vivos como mortos. Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças,colhereiros e tuiuiú; arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas. Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista (assim como o seu parente próximo, o gavião carrapateiro ou chimango-branco). Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros caracarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça, chegando logo a uma carcaça. Pode ser visto facilmente voando ou pousado junto a urubus pacificamente.


Reprodução:
Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninhos de outras aves também. Os dois ovos brancos manchados de marrom-avermelhado são incubados durante 28 a 32 dias, com o filhote voando no terceiro mês de vida.

Hábitos:
Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem, como aconteceu no leste do Pará. Pousa em árvores ou cercas, sendo freqüentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador, costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas. Para avisar os outros caracarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui uma chamado que origina o seu nome comum, “caracará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina tem o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som).

Artigo: Quero-Quero (O sentinela dos Pampas)


O quero-quero (Brasil) ou abibe-do-sul (Portugal) (Vanellus chilensis), também conhecido por tetéu, téu-téu, terém-terém e espanta-boiada, é uma ave da ordem dos Ciconiiformes (anteriormente Charadriiformes), pertencendo a família dos Charadriidae. Em espanhol é conhecido por tero común e em inglês, Southern Lapwing. O nome é uma onomatopéia de seu canto característico.

Aparência:
Trata-se uma ave do tamanho de uma perdiz e caracteriza-se pelo colorido geral cinza-claro, com ornatos pretos na cabeça, peito e cauda. A barriga é branca e a asa tem penas verde-metálicas. Apresenta um penacho na região posterior da cabeça; o bico, os olhos e as pernas são avermelhados e tem um par de esporões ósseos de 1 cm no encontro das asas. Não há dimorfismo sexual. Mede em torno de 37 cm de altura e pesa menos que 300 g.

Distribuição Geográfica:
O quero-quero é uma ave típica da América do Sul, sendo encontrado desde a Argentina e leste da Bolívia até a margem direita do baixo Amazonas e principalmente no Rio Grande do Sul, no Brasil. Habita as grandes campinas úmidas e os espraiados dos rios e lagoas.


Dieta
O quero-quero se alimenta de invertebrados aquáticos e peixinhos que encontra na lama. Para capturá-los, ele agita a lama com as patas para provocar a fuga de suas presas. Também se alimenta de artrópodes e moluscos terrestres

Reprodução:
Os ovos são postos durante a primavera em um ninho feito no solo. Para não rolarem, os ovos têm um formato semelhante a um pião. A casca é pintada com manchas escuras que favorecem a camuflagem em meio à grama alta. Ambos os pais protegem o ninho. Uma das táticas adotadas pela ave é fingir estar ferida quando algum intruso se aproxima do ninho. Outra tática é ir se afastando e levando para longe eventuais agressores do ninho. O macho é agressivo e ataca qualquer criatura que ofereça perigo, incluindo seres humanos.

Hábitos
O quero-quero é sempre o primeiro a dar o alarme quando algum intruso invade seus domínios. É uma ave briguenta que provoca rixa com qualquer outra espécie habitante da mesma campina. As capivaras tiram bom proveito da convivência com o quero-quero, pois, conforme a entonação, o grito dessa ave pode significar perigo. Então os grandes roedores procuram refúgio na água.

Essa característica faz do quero-quero um excelente cão de guarda, sendo utilizado por algumas empresas que possuem seu parque fabril populado por estas aves.

Artigo: Rio Jaguarão

O rio Jaguarão (em castelhano Yaguarón) é um rio brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. É navegável por 32 quilômetros, da foz até o município de Jaguarão no extremo sul do Brasil, com 2,50 metros de profundidade. Principal rio da bacia de mesmo nome , nasce na Serra de Santa Tecla, na Coxilha das Tunas ou do Arbolito (município de Hulha Negra). A Lagoa Mirim faz em parte a fronteira com o Uruguai e recebe as águas do rio Jaguarão que divide os municípios de Jaguarão, no Brasil, e Rio Branco, no Uruguai.

sábado, 13 de março de 2010

In Memorian

In Memorian

Nem sei como escrever: (Bagé)

Leonardo (in memorian)

Fiquei sabendo hoje estou muito triste e sem saber o que dizer, perdemos um grande cantor da nossa fronteira e de nosso estado.
Leia a notícia:

Morreu a 0h5min dia 7/3, o cantor regionalista Jader Moreci Teixeira, 71 anos. Mais conhecido como Leonardo, ele estava internado no Hospital de Viamão desde a última segunda-feira, quando teve pressão baixa. Durante a semana foram detectados problemas renais no cantor.

Na última quinta-feira, após uma hemodiálise, ele teve uma parada cardíaca e foi induzido ao coma. Neste sábado o quadro do cantor apresentou melhoras, mas nesta madrugada não resistiu às complicações renais. Leonardo é autor de sucessos eternos da música gaúcha como Céu, Sol, Sul, Terra e Cor e Tertúlia.

sexta-feira, 12 de março de 2010

3ª Edição do Canto do Jaguar (Jaguarão)

O que? 3ª Canto do Jaguar
Quando? De 26 a 28/3
Onde? Largo das Bandeiras (Jaguarão)
Pago quanto? Nada, é na praça
Mas tchê, quem vai ta lá? Nei Lisboa (Brasil) e também Sabalero (Uruguai)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Os Loco lá da Fronteira- César Oliveira e Rogério Melo

Artigo: Lagoa Mirim

Lagoa Mirim

Lagoa Mirim (em espanhol: Laguna Merín) é uma lagoa localizada na fronteira entre o estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil, e a República Oriental do Uruguai. É a segunda maior lagoa do Brasil (menor apenas que a Lagoa dos Patos). Também pode ser considerada a maior lagoa, visto que os geólogos consideram a Lagoa dos Patos como laguna.

Aspectos geográficos

A bacia hidrográfica da Lagoa Mirim possui uma superfície aproximada de 62.250 km², dos quais 29.250 km² (47%) estão no território brasileiro e aproximadamente 33.000 km² (53%) estão em território uruguaio.

É, portanto, considerada uma bacia hidrográfica transfronteiriça e sobre a qual prevalece o regime de águas compartilhadas (segundo o Tratado de Limites, assinado em 1909, e o Tratado da Lagoa Mirim, assinado em 1977).

A Lagoa Mirim, como corpo de água principal da bacia hidrográfica que leva o seu nome, tem aproximadamente 185 quilômetros de extensão, largura média de 20 quilômetros e largura máxima de 37 quilômetros. As profundidades médias naturais são da ordem de 1 a 2 metros na parte norte, aumentando para 4 metros na parte central, chegando a 5, 6 metros na parte sul. Registre-se que suas costas e margens são baixas e arenosas, com profundidades mínimas e com ocorrência de banhados e juncos.

Principais afluentes

Os principais afluentes da Lagoa Mirim são o Rio Jaguarão pelo lado brasileiro e os rios Cebollatí e o Tacuarí pelo lado uruguaio.


Proteção ambiental

No lado leste da bacia, na parte brasileira, encontra-se a Estação Ecológica do Taim, conhecido ponto de pouso, descanso e nidificação de aves migratórias, que com uma diversificada fauna e flora, constitui uma das unidades de conservação federal, tombada pela UNESCO como Reserva da Biosfera.

A Universidade Federal de Pelotas concentra recursos e esforços de pesquisa num grande projeto chamado Agência de Desenvolvimento da Lagoa Mirim, que muito tem contribuído na pesquisa e identificação de todo o ecossistema da região.